Cotações
Fonte: www.estadao.com.br
 
 

Entre 5000 a 2300 a.C., na Antiga China, os transportes fluviais eram feitos em frágeis barcas. Cada embarcação transportava apenas uma parte da mercadoria de cada comerciante. Em caso de afundamento ou captura, apenas se perderia uma parte dos bens de cada um.

Os fenícios estabeleceram formas de convenção que concedia novas embarcações aos Armadores que tivessem perdido as suas. Criaram um fundo de reserva subtraído do lucro para fazer face aos prejuízos de viagens futuras.

No ano de 900 a.C., na Ilha Dodecaneso “Rodes”, surgem as Leis de Rodes – Lex Rhodia de Jactu, Proteção contra os perigos do mar. Essas leis se estenderam a todas as potências marítimas e o “Código Navale Rhodorium” veio definir um conjunto de regras que deveriam ser cumpridas.

Em 500 a.C. os gregos e fenícios têm a idéia de agrupar diversas pessoas para junto formarem uma reserva de recursos. Esta prática fundamentou o Mutualismo.

Em 1115 o Papa Alexandre IV determina como obrigatório um seguro destinado a precaver os bens eclesiásticos contra roubo, o mesmo sucedendo contra os bens militares dos mercadores e dos burgueses da Diocese de Rhodes.

Em 1293 o Rei Lavrador D. Diniz estabelece em Portugal a primeira forma de seguro, com o objetivo de pagamento de certas quantias “Prêmio” sobre as embarcações.

A partir daí surgem inúmeras outras manifestações ligadas ao seguro, dentre elas:

  • 1318 - é publicada a “Ordenança de Pisa”, a primeira legislação conhecida sobre seguros.
  • 1347 - em Gênova (Itália), surge o primeiro Contrato de Seguro, referindo-se a um transporte de mercadorias entre Gênova e a Ilha de Maiorca.
  • 1370 - é realizado o primeiro Resseguro, em Portugal, e diz respeito a uma mútua para seguros de navios de carga superior a 50 toneladas.
  • 1383 - em Portugal, é publicada a primeira Lei Nacional sobre Seguros.
  • 1488 - é assinada em Florença a primeira Apólice de Seguros Terrestres conhecida, visando garantir uma coroa preciosa ao rei de Nápoles, a qual seria enviada de Florença para Nápoles.
  • 15 de Outubro de 1529 - por Carta Régia é criado o cargo de escrivão de seguros, em Portugal. Este detém o monopólio dos registros de todos os contratos de seguro e respectivas apólices.
  • 1552 - é editado o livro “Tractatus de Assecurationibus et Sponsionibus Mercatorum”, de Pedro Santarém, um dos mais antigos tratados em matéria de seguros.
  • 1575 - é criada, na Inglaterra, a Câmara de Seguros.
  • 1578 - em Portugal, é criado o cargo de Corretor de Seguros. Sua função é de intermediário exclusivo entre segurados e seguradoras.
  • 18 de junho de 1583 - é datada a primeira Apólice de Seguro de Vida emitida pela Real Bolsa de Londres.
  • 1648 - é instituída a “Casa de Seguros”, a qual absorve as funções de Corretor de Seguros.
  • 1660 - Edward Lloyd abre um café m Londres e mais tarde institucionaliza-se a corporação de tomadores de risco.
  • 1666 - um grande incêndio destrói parte de Londres. Em seguida, é estimulada a criação de companhias de seguro que cobrissem os riscos de incêndio.
  • 1680 - é criada a primeira Companhia de Seguros exclusivamente de incêndio – Phoenix Office.
  • 1797 - é criada a 1ª Companhia Portuguesa de Seguros Bom Conceito, a qual dá origem à Bonança. Fundada em 1808, a Bonança era uma das mais antigas companhias do mundo.
Em 1846 é criada na Alemanha a Colônia Resseguros. E assim, em pleno século XIX, surgem os seguros agrícolas, de acidentes pessoais, de acidentes de trabalho, de automóveis, contra a mortalidade de gado, contra as conseqüências das inundações e enxurradas, o seguro de crédito, contra resultados de operações cirúrgicas.

Na história do seguro, Llyod’s of London é de referência obrigatória já que LLYOD’S é uma associação de Tomadores de Risco (UNDERWRITERS) que aceitam individualmente coberturas de riscos comprometendo ilimitadamente as suas fortunas pessoais. Atualmente é uma espécie de Bolsa de Seguros onde praticamente tudo pode ser seguro.

Início da Atividade Seguradora no Brasil

 
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